Os 2 “lulas” da minha vida
Faz 20 anos e lá estava eu: com 13 de idade e já fazia boca-de-urna para o hoje presidente Lula. Collor vencera, mas a esperança não morreria tão fácil assim…nas outras duas eleições seguintes, a mesma coisa; até que em 2002, pimba! Parecia que todo sonho viraria realidade, toda verdade seria desnudada em prol de um país mais ético e justo.
Hoje, praticamente 7 anos depois não encontro maior paralelo a ser feito com o que se tornou o nosso presidente Lula que o meu jogador Lula – ou melhor, Lulinha – do Corinthians.
Parece que ambos carregam no nome em comum o estigma do “quase”, ou “daquilo que poderia ter sido feito melhor”, ou ainda ” de uma super-promessa que nunca desencantou seus fãs e nem os encantou verdadeiramente…” (ufa!).
Num daqueles discursos de inaugurações de plataformas de petróleo, bem que o Lula corintiano e presidente podia mandar um recado para o Lula corintiano (?) e jogador. Algo do tipo: “nunca na história deste país, um jovem jogador teve a oportunidade de ser ídolo de uma torcida tão fanática e imensa e deixa passar assim, como se fosse nada…”
Talvez somente isso possa acordar o Lulinha, porque nada mais parece consertá-lo. Suas últimas proezas foram ontem no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro. O Corinthians jogando com o time todo reserva e o bestinha consegue, primeiro, perder bobamente a bola que resultou no segundo gol do peixe e ainda ser expulso numa falta imbecil no meio-campo. E tudo isso apesar de não estar jogando pessimamente mal; nem otimamente bem…
Por falta de idéia melhor que qualifique meus personagens, pensei na palavra-clichê “placebo”. É isso!!! Meus dois Lulas são placebos. Não que sejam ruins, apenas estão longe de serem ótimos, não que atravanquem, só estão bem distantes de serem a solução; talvez até sejam bons…mas será que isso basta para o trabalho que se propuseram a fazer?
Essa é a pergunta que fiquei tentando responder hoje à tarde enquanto, no hospital, assistia ao jogo e descobria que estava com bronco-pneumonia. Só me resta torcer, agora, para que seja uma “broncozinha” placebo… bem ao estilo “lula” de ser.
O “difÁÁÁcil” recomeço
Recomeçando a correr…ou “recorrendo (???)”.
Faz uns dias que não corro. Faz uns dias que realizo muito pouca coisa. Faz uns dias que digo pra mim mesmo: “amanhã recomeçarei!” Ah, se fosse fácil assim…
Agora, com a cabeça mais tranquila, sinto que o momento de recomeçar chegou de verdade! E como temos que aprender com aquilo que poderia ter sido feito de maneira mais adequada, desta vez vou mais devagar; respeitando os limites do corpo e os caminhos que levam ao doce vício do exercício físico.
Caminhar para correr! Esse será meu lema nesta semana que começa.
E, podem contar, São Silvestre, aí vou eu!!!
Correr pra que? Correr pra onde?
Correndo…
Descobri o prazer pela corrida faz pouco tempo. Na verdade já havia tentado a prática regular de exercícios várias vezes e, zero. De repente, sem planejar absolutamente nada, lá estava eu batendo pernas e gostando cada vez mais!
Acho que corro para poder ficar um tempo comigo ouvindo as músicas que eu gosto de ouvir; para pensar (é impressionante a quantidade de idéias que se tem ao correr) e, lógico, pra me sentir bem – mais isso acaba sendo consequência.
Se eu pudesse indicar as 3 melhores sensações para alguém, indicaria a sensação que se tem ao completar uma corrida: mesmo chegando 30, 40 minutos depois do primeiro colocado, é algo indescritível! O corpo dói, a garganta arranha, o coração dispara, mas o tesão é garantido (…).
Agora, o principal: não é preciso chegar a lugar nenhum; é preciso, sim, seguir e persistir já que acumular vontade é palavra de ordem no universo amador do corredor que ama a correria de correr uma “corridinha, logo ali”…
Chegou a hora: calçarei meu par de tênis agora e, com sorte, nos cruzamos!
Aqui vou eu!
Olá a todos!
Finalmente, depois de muito tempo, aqui vou eu para o mundo dos blogs. Apesar de não saber direito por onde começar, colocarei neste espaço minhas impressões sobre aquilo que mais gosto de falar: música, corrida e futebol.
Boa viagem pra mim e boa leitura pra vocês!
Comentários, sugestões, críticas e (porque não?) elogios serão muito bem-vindos. É isso!
Merda, merda!
PZ
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