Blog de Paulo Zorzetto

Anotações sobre música, corrida e futebol!

Os 2 “lulas” da minha vida

Faz 20 anos e lá estava eu: com 13 de idade e já fazia boca-de-urna para o hoje presidente Lula. Collor vencera, mas a esperança não morreria tão fácil assim…nas outras duas eleições seguintes, a mesma coisa; até que em 2002, pimba! Parecia que todo sonho viraria realidade, toda verdade seria desnudada em prol de um país mais ético e justo.

Hoje, praticamente 7 anos depois não encontro maior paralelo a ser feito com o que se tornou o nosso presidente Lula que o meu jogador Lula – ou melhor, Lulinha – do Corinthians.

Parece que ambos carregam no nome em comum o estigma do “quase”, ou “daquilo que poderia ter sido feito melhor”, ou ainda ” de uma super-promessa que nunca desencantou seus fãs e nem os encantou verdadeiramente…” (ufa!).

Num daqueles discursos de inaugurações de plataformas de petróleo, bem que o Lula corintiano e presidente podia mandar um recado para o Lula corintiano (?) e jogador. Algo do tipo: “nunca na história deste país, um jovem jogador teve a oportunidade de ser ídolo de uma torcida tão  fanática e imensa e deixa passar assim, como se fosse nada…”

Talvez somente isso possa acordar o Lulinha, porque nada mais parece consertá-lo. Suas últimas proezas foram ontem no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro. O Corinthians jogando com o time todo reserva e o bestinha consegue, primeiro,  perder bobamente a bola que resultou no segundo gol do peixe e ainda ser expulso numa falta imbecil no meio-campo. E tudo isso apesar de não estar jogando pessimamente mal; nem otimamente bem…

Por falta de idéia melhor que qualifique meus personagens, pensei na palavra-clichê “placebo”. É isso!!! Meus dois Lulas são placebos. Não que sejam ruins, apenas estão longe de serem ótimos, não que atravanquem, só estão bem distantes de serem a solução; talvez até sejam bons…mas será que isso basta para o trabalho que se propuseram a fazer?

Essa é a pergunta que fiquei tentando responder hoje à tarde enquanto, no hospital, assistia ao jogo e descobria que estava com bronco-pneumonia. Só me resta torcer, agora, para que seja uma “broncozinha” placebo… bem ao estilo “lula” de ser.

01/06/2009 - Publicado por | Uncategorized

1 Comentário »

  1. Pois é … Algumas perguntas creio que não tenham respostas.

    Gostei da definição que deste aos teus personagens, “Placebo”.

    Seria mais ou menos aquilo que tenta ser mas não é…. muito bom.

    Aliás, muito legais teus textos…
    Ja estás nos meus favoritos.
    Bjos

    Comentário por Renata | 05/06/2009 | Responder


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